

Curso de agility para cães
Treino para cães de pequeno porte e Poodles Toy
Segurança no treino desportivo.
O Caniche Toy é um cão pequeno, ágil, corajoso e com uma enorme vontade de agradar ao seu tutor. E é precisamente por isso que é necessário ter muito cuidado. Muitas vezes, o problema não é o facto de o cão não querer fazer o exercício. Pelo contrário:
ele quer fazê-lo, esforça-se, tenta e lança-se na tarefa com entusiasmo. Mas motivação e preparação física são coisas muito diferentes.
Em cães tão pequenos, a segurança deve estar sempre acima do espetáculo.
Não começar demasiado cedo.
O treino desportivo não deve começar demasiado cedo. Antes de introduzir exercícios físicos mais exigentes, é importante esperar que o cachorro termine o seu desenvolvimento. Num Caniche Toy, não é aconselhável iniciar treino desportivo sério antes de um ano de idade.
Até essa altura, os ossos, as articulações, os ligamentos e toda a estrutura corporal continuam em desenvolvimento. Um cão jovem pode parecer ágil e disposto, mas isso não significa que o seu corpo já esteja preparado para suportar impactos, saltos ou subidas e descidas repetidas.
O entusiasmo também pode ser um risco.
Muitas vezes, um Caniche Toy não sabe impor limites a si próprio. Se perceber que o tutor o está a incentivar, tentará realizar o exercício mesmo que ainda não tenha força, equilíbrio ou maturidade física suficientes. Isso significa que: pode saltar mais do que deveria,
pode descer demasiado depressa, pode forçar uma posição para a qual ainda não está preparado, pode sofrer uma queda séria simplesmente porque quer fazer tudo bem. Por isso, a responsabilidade deve ser sempre do ser humano.
A altura e o tamanho dos obstáculos são muito importantes.
Em obstáculos altos, como: a passarela, a rampa, o baloiço (balancim), a paliçada ou «A-Frame», é importante lembrar que nem todos os equipamentos são adequados para um Caniche Toy. Um obstáculo concebido para cães maiores pode ser excessivo para um cão tão pequeno. Se o cão escorregar, perder o equilíbrio ou cair de uma altura demasiado grande, o risco de lesão será muito maior.
Se trabalhar com este tipo de obstáculos, eles devem ser adaptados ao tamanho do cão. A altura, a largura da superfície e a estabilidade do equipamento devem ser adequadas a uma raça de pequeno porte.
Primeiro a segurança, depois a técnica.
Antes de pedir velocidade, precisão ou sequências longas, o cão precisa sentir-se: seguro, equilibrado, confiante, fisicamente preparado.
Não há qualquer pressa. Num Caniche Toy, é muito mais importante construir uma base saudável do que avançar rapidamente.
O que não deve fazer.
Começar demasiado cedo com saltos altos. Utilizar obstáculos concebidos para cães médios ou grandes. Trabalhar em superfícies escorregadias. Pedir muitas repetições seguidas. Deixar o cão descer uma rampa ou passarela sem controlo. Treinar quando o cão está cansado. Confundir entusiasmo com preparação física.
O que deve fazer.
Esperar que o cão tenha idade suficiente. Começar com exercícios baixos, estáveis e seguros. Utilizar material adaptado a cães pequenos.
Observar sempre como apoia as patas e como desce dos obstáculos. Fazer sessões curtas. Parar antes de o cão ficar cansado.
Dar sempre prioridade à saúde em vez do espetáculo. Ideia principal: Um Caniche Toy pode ser muito corajoso. Pode ter muita energia, muita inteligência e uma enorme vontade de trabalhar consigo. Mas precisamente porque confia em si e quer fazer tudo bem, é você quem deve estabelecer os limites. Não se trata de descobrir até onde ele consegue chegar.
Trata-se de cuidar do seu corpo para que possa desfrutar desta atividade durante muitos anos.
Agility
O agility é um dos desportos caninos mais completos. Consiste em guiar o cão através de um percurso de obstáculos, combinando velocidade, precisão e comunicação. Porque é ideal para o Caniche Toy? O Caniche Toy: é rápido, muito inteligente,
adora fazer atividades juntamente com o seu tutor. Por isso, o agility é perfeito para ele.
Os obstáculos de agility podem ser divididos, de forma muito simples, em três grandes grupos.
Os obstáculos de salto têm de ser ultrapassados sem derrubar nada.
Os obstáculos de contacto não basta atravessá-los: o cão também tem de tocar corretamente nas zonas marcadas à entrada e à saída. Em algumas competições modernas essas zonas já são controladas por sensores eletrónicos, e discutir com eles é praticamente tão útil como discutir com uma balança.
Por fim, existem os obstáculos de habilidade e velocidade, como o túnel e o slalom, onde é menos importante saltar alto e muito mais importante saber para onde ir. No final, o agility avalia não só a condição física do cão, mas também o entendimento entre o cão e o seu condutor.

1. Os obstáculos de salto agility

2. Os obstáculos de contacto agility

3. Os obstáculos de habilidade e velocidade
Níveis de agility: classes de competição e altura dos obstáculos.
Quanto mais alto é o nível do agility, menos ele se parece com um passeio no parque. Os saltos ficam mais altos, mas o que realmente muda é o percurso: combinações mais difíceis, curvas apertadas, mudanças de direção traiçoeiras e obstáculos que parecem fazer de tudo para levar o cão pelo caminho errado. Nos níveis iniciais ainda há alguma margem para erros. Nos níveis mais elevados, porém, não vence quem corre mais depressa, mas quem pensa mais depressa. Às vezes basta olhar para o desenho do percurso para suspeitar que o juiz passou a noite anterior a resolver labirintos.
No agility existem três níveis de competição: Classe 1, Classe 2 e Classe 3. Todos começam na Classe 1. Para subir de categoria não basta participar: é preciso completar vários percursos com muito poucas ou nenhuma falta perante diferentes juízes. E quando se acumulam percursos perfeitos suficientes, a subida deixa de ser uma escolha e passa a ser obrigatória. Voltar a uma classe inferior para colecionar troféus entre principiantes não é permitido. É como na escola: pode-se passar para o ano seguinte, mas não pedir oficialmente para voltar ao primeiro.
E aqui vai uma boa notícia para os donos de Caniches Toy. A altura da maioria dos obstáculos de salto depende do tamanho do cão. Por isso, os nossos pequenos atletas não precisam de saltar tão alto como um Border Collie ou um Pastor Alemão. Os Caniches Toy competem na altura de salto mais baixa, mas as exigências de velocidade, precisão e inteligência continuam exatamente as mesmas.
Altura dos obstáculos de salto no agility
Categoria Altura do cão à cernelha Altura dos saltos*
S (Mini) menos de 35 cm 25–30 cm
M (Medium) de 35 a 43 cm 35–40 cm
I (Intermediate) de 43 a 48 cm 45–50 cm
L (Large) 48 cm ou mais 55–60 cm
* A altura exata, dentro do intervalo permitido, é definida pelo juiz. Na Classe 1 normalmente utiliza-se a altura mínima permitida.
Classes de competição no agility
Classe O que significa?
Classe 1 O nível inicial. Todas as duplas começam aqui. Os percursos são um pouco mais simples e os saltos costumam ser montados na altura mínima permitida.
Classe 2 O nível seguinte. A passagem para esta classe acontece após resultados consistentes na Classe 1.
Classe 3 O nível mais elevado. Aqui competem as duplas mais experientes e são atribuídos os títulos e certificados oficiais.
No agility ninguém pode entrar diretamente na Classe 3: é preciso conquistar esse lugar com bons resultados. Quando uma dupla já completou o percurso várias vezes de forma perfeita, as regras dizem que chegou a hora de subir de nível. Não é permitido voltar a uma classe inferior. Afinal, ninguém espera que o melhor aluno volte a fazer a prova do primeiro ano.
Como é determinado o vencedor numa competição de agility?
Nem sempre vence o cão mais rápido. Primeiro compara-se o número de pontos de penalização: quanto menos, melhor. Se duas duplas tiverem a mesma penalização, vence aquela que completar o percurso em menos tempo. Por isso, às vezes é melhor perder um segundo ao superar um obstáculo com cuidado do que perder cinco pontos por derrubar uma barra. No agility, a velocidade é importante, mas apenas quando se dá bem com a precisão. É melhor chegar primeiro sem faltas do que de forma espetacular… mas na direção errada.
Como ensinar um cão a saltar o obstáculo?
O salto é um dos exercícios mais básicos do agility. O cão deve ultrapassar uma barra sem lhe tocar, mantendo o ritmo e o controlo.
Objetivo. O cão deve: saltar o obstáculo, não derrubar a barra, manter o ritmo e executar o salto com confiança.
Como ensinar passo a passo. 1.Comece com a barra muito baixa, quase ao nível do chão.
2. Primeiro passe por cima a caminhar. Antes de pedir o salto, deixe o cão simplesmente
passar por cima da barra, sem pressão.
3. Guie com a mão. Utilize uma recompensa e mova a mão para a frente. O cão seguirá a sua mão
e passará o obstáculo.
4. Marque e recompense. Quando passar ou saltar: «Muito bem!» e recompensa.
5. Repita várias vezes. Para criar confiança.
6. Aumente a altura gradualmente, muito pouco de cada vez.
7. Acrescente o comando «salta». Sinal recomendado: palavra: «salta». Gesto: mão para a frente.
Quanto praticar: sessões curtas, poucas repetições e sempre com reforço positivo.
⚠️ Erros comuns: Aumentar demasiado a altura → medo ou falha. Forçar o salto → rejeição. Avançar demasiado depressa → perda de técnica. Repetir demasiadas vezes → cansaço.
Conselho importante: A técnica é mais importante do que a altura.


Como ensinar um cão a fazer o slalom?
O slalom é um dos obstáculos mais difíceis do agility.
Para nós parece apenas um ziguezague entre postes,
mas o cão tem de aprender a entrar pelo lado correto, mover o corpo como uma pequena serpente e,
ao mesmo tempo, continuar atento às suas indicações.
No início, muitos cães tentam "melhorar o percurso", saltando alguns postes porque,
na opinião deles, assim chegam mais depressa.
Objetivo. O cão deve: entrar corretamente no slalom; passar por todos os postes sem falhar nenhum;
manter um ritmo constante; seguir a sua orientação sem perder a concentração.

Como ensinar passo a passo.
1.Coloque os objetos. Pode usar garrafas, cones ou cadeiras.
Em linha reta e com bastante espaço no início.
2. Comece devagar. Coloque o cão no início do percurso.
3. Guie com a mão. Com uma recompensa: mova a mão em ziguezague entre os objetos. O cão irá seguilo.
4. Marque e recompense. No final do percurso: “Muito bem!” e recompensa.
5. Repita várias vezes para que ele entenda o padrão.
6. Reduza a distância. Pouco a pouco: os objetos mais juntos e mais precisão.
7. Acrescente a ordem. Quando já o fizer bem: “slalom” / “ziguezague”.
Sinal recomendado: palavra: “slalom”. Gesto: mão a guiar em ziguezague.
Quanto praticar: sessões curtas, movimentos lentos, sem pressa.
⚠️ Erros comuns: Começar com objetos muito juntos → confusão.
Ir depressa demais → perde o padrão. Forçar o movimento → rejeição.
Repetir demasiado → cansaço. Conselho-chave: primeiro precisão, depois velocidade.

Como ensinar um cão a passar pelo túnel?
O túnel é um dos obstáculos mais dinâmicos do agility.
O cão deve entrar, atravessá-lo e sair sem perder a direção nem a confiança.
Objetivo: o cão deve: entrar sem medo, atravessar o túnel, sair com segurança, manter a direção.
Como ensinar passo a passo.
1. Comece com um túnel curto. Use um túnel reto e o mais curto possível.
2. Deixe a saída visível. O cão deve conseguir ver a entrada e a saída.
3. Motive-o do outro lado. Pode chamá-lo, mostrar uma recompensa ou usar um brinquedo.
4. Marque e recompense. Quando ele sair: “Muito bem!” e recompensa.
5. Repita várias vezes para criar confiança.
6. Aumente a dificuldade. Pouco a pouco: túnel mais longo, ligeira curva, mais velocidade.
7. Acrescente a ordem. “túnel” / “entra”. Sinal recomendado: palavra: “túnel”. Gesto: mão a apontar para a entrada. Quanto praticar: sessões curtas, em positivo, sem pressão.
⚠️ Erros comuns: Começar com um túnel comprido → medo. Forçar o cão a entrar → rejeição.
Não mostrar a saída → insegurança. Repetir demasiado → saturação.
Conselho-chave: a chave é a confiança, não a velocidade.

Nas competições atuais existe apenas um tipo de túnel: o túnel rígido aberto. O resto fica por conta da criatividade dos juízes. O mais fácil é o túnel reto, onde o cão vê a saída desde a entrada. Depois vêm as curvas, que escondem a luz do outro lado. E, por fim, os túneis em S e em U, onde o cão precisa confiar no condutor e continuar sem saber o que o espera. A avaliação é simples: entrar pelo lado correto, sair pelo outro e não falhar o obstáculo. O cronómetro trata do resto.
E, sinceramente, vocês não têm muito do que reclamar. Nós ainda apanhámos a época do collapsed tunnel, que terminava numa longa manga de tecido. O cão entrava cheio de confiança e, um segundo depois, parecia que alguém lhe tinha atirado um lençol por cima e dito: «Agora encontra a saída». No último vídeo podem ver um Caniche Toy a ultrapassar esta verdadeira relíquia da história do agility.
Como ensinar um cão a subir e descer a paliçada? Este exercício ensina o cão a subir e descer uma rampa mantendo o equilíbrio, o controlo e a segurança. É um obstáculo clássico do agility e muito importante para desenvolver a coordenação. Objetivo. O cão deve: subir sem medo, chegar ao topo, descer de forma controlada e manter o equilíbrio.
Como ensinar passo a passo.
1. Comece com uma inclinação reduzida. Antes da rampa verdadeira, utilize uma tábua inclinada com um ângulo pequeno.
2. Guie com a mão. Coloque uma recompensa à frente: o cão seguirá a sua mão enquanto sobe gradualmente.
3. Marque e recompense. No topo ou ao descer: «Muito bem!» e recompensa.
4. Repita várias vezes. Para criar confiança.
5. Aumente a inclinação gradualmente. Mais altura e mais inclinação, sem pressa.
6. Acrescente o comando «rampa» / «sobe». Sinal recomendado: palavra: «sobe» ou «rampa». Gesto: mão para cima e depois para baixo. Quanto praticar: sessões curtas, ritmo tranquilo e sem pressão.
⚠️ Erros comuns: Começar com demasiada inclinação → medo.
Descer demasiado depressa → perda de controlo. Forçar o cão → rejeição. Superfície escorregadia → insegurança. Conselho importante: O controlo na descida é mais importante do que a subida.


Como ensinar um cão a passar pela passarela?
A passarela é um obstáculo de agility em que o cão deve subir, atravessar e descer mantendo o equilíbrio e o controlo.
Objetivo. O cão deve: subir sem medo, caminhar em linha reta, manter o equilíbrio e descer de forma controlada.
Como ensinar passo a passo.
1. Comece com pouca altura. Antes da passarela verdadeira, utilize uma tábua, uma superfície baixa ou qualquer estrutura estável.
2. Guie com a mão. Coloque uma recompensa à frente: o cão seguirá a sua mão enquanto avança sobre a superfície.
3. Marque e recompense. Quando atravessar: «Muito bem!» e recompensa.
4. Repita várias vezes. Para criar confiança.
5. Aumente a altura gradualmente. Primeiro muito baixa e depois um pouco mais alta.
6. Acrescente o comando «passarela» / «sobe». Sinal recomendado: palavra: «passarela». Gesto: mão a guiar para a frente. Quanto praticar: sessões curtas, sem pressa e sempre com reforço positivo.
⚠️ Erros comuns: Começar com demasiada altura → medo. Forçar o cão → rejeição.
Superfície instável → perda de confiança. Avançar demasiado depressa → perda de equilíbrio.
Conselho importante: Primeiro a confiança, depois a altura.

Como ensinar um cão a passar pela gangorra?
Não coloque o seu cão diretamente numa gangorra de competição. Para a maioria dos iniciantes, uma prancha que se move parece uma péssima ideia. Primeiro o cão deve caminhar com confiança sobre uma prancha estreita e fixa, depois sobre uma superfície que balance ligeiramente e só então conhecer a gangorra completa. Não tenha pressa, elogie cada passo seguro e nunca deixe a prancha bater com força no chão enquanto o cão estiver sobre ela.
Nas competições, a gangorra costuma ser regulada para começar a descer mesmo com o peso de um cão muito pequeno, cerca de um quilograma. Nos campos de treino, especialmente ao ar livre, a realidade pode ser diferente. Muitas vezes o equipamento não é regulado nem recebe manutenção há bastante tempo. Se o eixo estiver enferrujado ou mal ajustado, a prancha só começa a descer quando o cão já está quase no final do obstáculo. Nessa altura, ela bate com força no chão e pode assustar o cão durante muito tempo.
Antes de cada treino, verifique a gangorra. Se ela se mover com dificuldade, limpe e lubrifique o mecanismo. Depois coloque sobre a prancha um saco de areia com aproximadamente o mesmo peso do seu cão. Se a gangorra começar a descer de forma suave e sem impactos fortes, já pode iniciar o treino. O ideal é que o cão pense: «Afinal, isto não mete medo nenhum», e não: «Acho que esta prancha declarou guerra contra mim.»
A parte mais difícil da gangorra muitas vezes nem é a própria gangorra. O maior desafio é ensinar o cão a não saltar antes do tempo. Para evitar o impacto da prancha contra o chão, muitos cães saltam antes de a gangorra terminar completamente a descida. Como resultado, não pisam a zona de contacto e recebem uma penalização.

Como ensinar um cão a atravessar zonas com água?
Embora o agility não tenha um obstáculo de água, as competições realizam-se frequentemente ao ar livre e, depois da chuva, podem surgir poças ao longo do percurso. Um cão habituado a correr apenas em terreno seco pode hesitar, parar ou tentar contorná-las, perdendo tempo e concentração. Por isso, é melhor habituá-lo a estas situações durante os treinos, para que a água não seja uma surpresa no dia da competição. Objetivo. O cão deve: atravessar com confiança poças ou pequenas zonas com água; não tentar contorná-las;
manter a confiança e o ritmo durante o percurso; continuar atento ao condutor sem se distrair com a água.
Como ensinar passo a passo.
1. Comece com pouca água: uma poça, um tabuleiro com água ou uma superfície molhada.
2. Deixe o cão explorar, sem o obrigar.
3. Motive-o a atravessar. Pode utilizar uma recompensa, um brinquedo ou chamá-lo para passar pela água.
4. Marque e recompense. Quando atravessar: «Muito bem!» e recompensa.
5. Repita várias vezes. Para criar confiança.
6. Aumente a dificuldade gradualmente. Mais água, maior largura e um pouco mais de profundidade (sempre de forma muito gradual).
7. Acrescente o comando «água» / «passa». Sinal recomendado: palavra: «água». Gesto: mão a indicar para a frente. Quanto praticar: sessões curtas, sempre de forma positiva e sem forçar.
⚠️ Erros comuns: Obrigar o cão a entrar na água → medo. Começar com demasiada profundidade → rejeição. Água fria ou desagradável → má experiência. Repetir demasiadas vezes → saturação. Conselho importante: A confiança é mais importante do que o exercício.

Como preparar um cão para a sua primeira competição?
Para um cão, a primeira competição é como o primeiro dia de aulas: pessoas desconhecidas, cães por todo o lado, altifalantes, aplausos e um ambiente completamente diferente dos treinos. Se nunca viveu uma situação assim, é normal que esteja mais interessado em observar tudo à sua volta do que em prestar atenção a si.
A melhor preparação não é treinar mais obstáculos. É habituar o cão a tudo o que faz parte de uma competição. Leve-o a locais movimentados, deixe-o observar outras equipas, ensine-o a esperar calmamente pela sua vez e a concentrar-se quando entrar no percurso. Na primeira competição, não pense em ganhar. Se o seu cão sair do percurso feliz e com vontade de repetir, já conquistaram a vitória mais importante.
Como melhorar a velocidade no agility?
Toda a gente quer que o cão corra mais depressa. Normalmente, o cão também quer. O problema é que correr como um foguete serve de pouco se ele saltar metade dos obstáculos ou decidir inventar o próprio percurso.
A verdadeira velocidade aparece quando o cão compreende o percurso, confia no condutor e faz as curvas sem hesitar. Um percurso limpo é quase sempre mais rápido do que outro cheio de travagens, erros e voltas desnecessárias. Antes de pedir mais velocidade, certifique-se de que o seu cão sabe exatamente para onde deve ir.
Como melhorar a precisão no percurso?
Precisão não significa que o cão tenha de correr mais devagar. Significa apenas que deve deixar de inventar atalhos criativos. Um salto por aqui, um túnel por ali... do ponto de vista dele, o percurso continua impecável.
Quanto melhor o cão compreender as suas indicações, menos erros cometerá. No agility, poucos centímetros podem fazer a diferença entre um percurso perfeito e um "Quase conseguimos!".
Como treinar a obediência para o agility?
No agility, a obediência não significa que o cão se sente de forma bonita quando lhe pede. Significa que, enquanto corre à máxima velocidade, ainda se lembra de que você existe.
Um cão que presta atenção às suas indicações consegue mudar de direção numa fração de segundo, entrar no obstáculo certo e evitar muitos erros. No agility, a obediência não torna o percurso mais aborrecido... torna-o muito mais rápido.
Que erros cometem os principiantes no agility e como corrigi-los a tempo?
O erroro mais caro no agility não é derrubar uma barra. É avançar demasiado depressa. Muitos principiantes querem ensinar o obstáculo seguinte antes de o anterior estar realmente consolidado. No início parece que o cão aprende muito depressa... até começarem os problemas.
Os saltos são um bom exemplo. Se o cão corre como um foguete mas não sabe de onde deve impulsionar-se, começará a derrubar cada vez mais barras. Existe um exercício muito simples: coloque uma barra no chão imediatamente antes do salto, tão perto que o cão não consiga dar um passo entre a barra e o obstáculo. Essa barra indica naturalmente o ponto de impulsão e melhora a técnica do salto. É muito mais fácil dedicar duas semanas extra a este exercício do que passar meses a corrigir um mau hábito ou lidar com uma lesão causada por uma barra atingida em alta velocidade.
O mesmo acontece com os obstáculos de contacto. Não aumente a dificuldade enquanto o cão não tocar sempre na zona de contacto. Se aprender desde o início a saltá-la, corrigir esse hábito mais tarde dará muito mais trabalho.
Outro erro frequente é não verificar o estado dos equipamentos. Todas as superfícies de subida e descida devem ser antiderrapantes e estar livres de fendas, lascas ou outros danos. Uma lesão pode curar-se, mas o medo costuma durar muito mais tempo.
Uma amiga nossa, María, treinava num parque público onde alguns entusiastas tinham construído obstáculos de madeira. Com o tempo, a madeira começou a rachar. Ao descer a passarela, a unha do cão ficou presa numa dessas fendas. Partiu a unha e lesionou um dedo. Recuperou fisicamente, mas foram precisos quase seis meses para voltar a confiar na passarela. Ainda hoje tenta saltar antes do fim da descida porque se lembra de que ali algo lhe magoou a pata.
E talvez o conselho mais importante de todos: não treine para simplesmente terminar o percurso; treine para executar corretamente cada obstáculo. A velocidade aparece naturalmente. A precisão também. Corrigir maus hábitos, pelo contrário, demora sempre muito mais tempo do que criar bons hábitos desde o início.
Que material é necessário para praticar agility?
Se perguntar a um cão, o material indispensável para praticar agility resume-se a três coisas: correr, correr… e depois correr mais um pouco.
Mas, para começar, o melhor é procurar um clube de agility perto de casa. Lá encontrará uma pista com obstáculos seguros, um instrutor que ajudará a evitar muitos erros de principiante e, quase de certeza, novos amigos que gostam tanto de falar de cães como você.
Para praticar alguns exercícios em casa, não é preciso comprar meio percurso. Alguns cones, duas barras reguláveis e espaço suficiente podem ser mais do que suficientes. O equipamento completo pode esperar. Primeiro, é preciso aprender a utilizá-lo corretamente.
Que livros vale a pena ler sobre agility?
Durante muitos anos, grande parte dos melhores livros dedicados ao agility foi publicada em inglês. Em português, a oferta é ainda mais reduzida e é difícil encontrar manuais modernos dedicados exclusivamente a esta modalidade.
Por isso, além de alguns livros úteis sobre treino canino, quem lê inglês terá acesso às ideias de vários treinadores que influenciaram profundamente o desenvolvimento do agility moderno.
Em português:
Treino e Modificação Comportamental de Cães — Ana Teresa Martins da Silva. Ana Teresa Martins da Silva é médica veterinária portuguesa e foi formadora nas áreas de agility e obediência. O livro não é exclusivamente dedicado ao agility, mas explica de forma clara os métodos de aprendizagem, o reforço, a motivação e a modificação de comportamentos. É uma boa base para compreender como ensinar novas competências ao cão sem transformar cada sessão numa discussão entre duas espécies.
ABC Agility! Guia introdutório ao Agility Dog — Francesco Boari. É um pequeno manual introdutório pensado para quem começa. Apresenta os princípios básicos da modalidade, o trabalho em equipa e alguns exercícios iniciais. A versão mais fácil de encontrar é a edição italiana, embora o título e algumas referências também apareçam divulgados em português.
Normas de Agility do Clube Português de Canicultura. Não é propriamente um livro, mas é uma leitura útil para quem pretende competir em Portugal. Explica os graus, as condições de participação e as regras aplicadas nas provas nacionais. Um manual ensina a treinar; o regulamento evita que o concorrente descubra as regras apenas depois de ser eliminado.
Em inglês, especialmente recomendados:
Agility Right from the Start — Eva Bertilsson e Emelie Johnson Vegh (2006, 2.ª edição de 2017). Para muitos treinadores, é o melhor livro para construir bases sólidas. Concentra-se na motivação, no autocontrolo, no jogo e nas competências que o cão deve desenvolver antes mesmo de começar a trabalhar nos obstáculos.
Foundation Fundamentals — Susan Garrett (2009). Mais do que um livro sobre obstáculos, é uma obra dedicada à preparação do cão para o agility. Muitos métodos de treino modernos baseiam-se nas ideias desenvolvidas por Susan Garrett.
Developing Handling Skills — Linda Mecklenburg (2010). Este livro dirige-se sobretudo ao condutor. Explica as linhas de movimento, as técnicas de condução e a forma de transmitir ao cão indicações claras durante o percurso.
Agility Bible — Julie Daniels (1998). Um verdadeiro clássico. Embora algumas técnicas tenham evoluído ao longo dos anos, continua a ser uma excelente obra para compreender os princípios do treino e a planificação das sessões.
Se tiver de ler apenas um livro, Agility Right from the Start é provavelmente a melhor escolha para começar. No entanto, nenhum livro substitui um bom instrutor. Os livros ajudam a compreender o porquê; o treino ensina o como.
Hoje, além disso, uma parte importante dos melhores conteúdos sobre agility já não se encontra nos livros, mas sim em cursos online, seminários e vídeos de treinadores internacionais. Observar os melhores a trabalhar pode ensinar tanto como ler um excelente manual.

